Vamos apagar?

Vamos apagar? CIGARRO Fumar é um hábito que prejudica a saúde não só do fumante, mas de diversas pessoas que estão ao redor. Parar de fumar é difícil, porém não impossível. Basta força de vontade e persistência.

 

“Fui dependente de nicotina durante 20 
anos. Comecei ainda adolescente porque 
não sabia o que fazer com as mãos quando 
chegava às festas. Era início dos anos 60 e o
cigarro estava em toda parte: televisão, cinema, outdoors e com os amigos. As meninas 
começavam a fumar em público, de minissaia,
 com as bocas pintadas assoprando a fumaça 
para o alto. O jovem que não fumasse estava 
por fora.”Este é um trecho do relato pessoal 
do médico Drauzio Varella, famoso por seus
 quadros de saúde no programa Fantástico, 
da Rede Globo.

 

O artigo (www.drauziovarella.
com.br/artigos/cigarro.asp) publicado em
 seu site oficial conta seu longo casamento 
com o cigarro. Uma história que teve um final
 feliz. Hoje divorciado do mau hábito, o 
médico usa a internet como ferramenta de divulgação dos malefícios de fumar e dos 
benefícios de ser um ex-fumante, buscando 
incentivar mais pessoas a conquistarem
 mais saúde e disposição.
O fotógrafo Luiz Geremia, 50, se sente 
outra pessoa depois que parou de fumar,
 há pouco mais de um ano. “Meu condicionamento 
físico é outro, me sinto mais 
disposto, a pele está mais bonita. A lista de 
melhorias é grande. Ganhei em qualidade
de vida”, conta o ex-fumante, que durante
 30 anos teve a companhia do cigarro. Ele
 conseguiu abandonar o hábito com um 
tratamento médico. O amor pela filha
 Paola, hoje com um ano e sete meses, reforçou sua decisão. “Não era justo a minha 
filha respirar a fumaça do cigarro”,
 conta o fotógrafo.
 A professora de artes cênicas e visuais
 Raquel Sabota, 39, não fuma há 5 meses.
 Para ela, a mudança veio com um susto.
 No ano passado, começou a se sentir mal
e a pressão subiu. “Não conseguia mais dar 
minhas aulas com tranquilidade, sentia-me 
mal e fiquei preocupadíssima. Foi aí 
que decidi parar de fumar”, relembra. 
Raquel confessa que às vezes ainda sente 
vontade de fumar, mas está sabendo lidar 
com esses momentos de impulso. “Não
 quero mais fumar e 
isso está decidido.
 Hoje, sinto que minha 
pele, cabelo e humor
 estão ótimos e comecei
a fazer academia
 há quatro meses. Me 
sinto disposta e contente 
com a decisão”, afirma a professora. 
E engana-se quem pensa que só é possível
 parar quando se fumou alguns anos ou
 poucos cigarros por dia. O médico Drauzio 
Varella, Geremia e Raquel são exemplos 
que reforçam a tese de que com força de 
vontade e determinação é possível. “Experimentei
 o cigarro muito cedo, com 13 anos.
 No começo era um cigarro por dia. Na faculdade
 esse número aumentou. Com 30 
anos, na época em que me separei, passei
 a fumar mais, chegando ao cúmulo de três 
carteiras por dia, confessa Raquel.

QUAL A MELHOR HORA DE PARAR?
Para a médica Senen Hauff, oncologista
do Cepon (Centro de Estudos e Pesquisas
 Oncológicas) e Secretaria Municipal
 de Saúde de Florianópolis, cada pessoa 
precisa encontrar a 
melhor forma, aquela 
que mais se adapta
 ao seu perfil. “O remédio 
não, necessariamente,
 é indicado
 nas primeiras tentativas.
 Cerca de 
80% das pessoas conseguem parar
 sem tratamento, tem capacidade
de mudar sem fazer uso de medicamento.
 É tentativa e aprendizado,
 não erro”, garante a
 médica. 
Para as pessoas que mesmo 
depois de várias tentativas 
não conseguiram parar,
 existem algumas formas de 
auxiliar o processo. Elas vão
 desde gomas de mascar de
 nicotina e adesivos que liberam a substância através da pele a outros
 medicamentos e até acupuntura. Os grupos
 de apoio, com encontros periódicos,
também são grandes aliados, sozinhos ou
 associados a outros recursos.
 Em Florianópolis, por exemplo, o tratamento
 para pessoas que desejam parar de
fumar é gratuito nos postos de saúde espalhados 
por vários bairros da cidade.
 O primeiro passo é a entrevista,
 que irá traçar o perfil do
 paciente e encontrar com a
 ajuda deste o tratamento que 
mais se adapte a ele. O fumante
 participa de quatro reuniões semanais
 e continua sendo acompanhado
 posteriormente, voltando ao
 posto para consultas agendadas.
 A internet também vem se mostrando 
uma poderosa ferramenta de
 apoio. A médica Senen Hauff conta que
 tem alguns amigos que pararam de fumar
 com a ajuda de programas de sites 
antitabagistas, como o www.tabagismoonline.
com.br. “Algumas pessoas não têm tempo para frequentar os grupos 
de apoio, outras não querem se expor”,
 exemplifica Senen.

EMPRESAS REFORÇAM A CONSCIENTIZAÇÃO
Com foco na prevenção e qualidade de 
vida de seus funcionários, cada vez mais 
empresas e órgãos públicos estão incluindo
o tema tabagismo em seus programas 
de saúde. A Secretaria Estadual de Educação
 de Santa Catarina promove a oficina
 “Respirando Saúde”, que tem o objetivo
 de proporcionar educação e reflexão, perspectivas
 de mudanças que contribuirão 
para a melhoria da qualidade de vida dos
 colaboradores.
 Aplicada pela TopMed, empresa especializada
 em prevenção, a oficina busca
 estimular uma mudança, que pode vir a 
curto, médio ou longo prazos, mas que,
com certeza, irá refletir positivamente não 
apenas na vida do fumante, mas também 
na de sua família, no ambiente de trabalho 
e na comunidade onde está inserido.

QUAIS SÃO OS RISCOS PARA 
AS CRIANÇAS QUE CONVIVEM 
COM FUMANTES EM AMBIENTES
FECHADOS?
As crianças, especialmente as mais novas,
 são muito prejudicadas. Um estudo da Organização 
Mundial de Saúde (OMS) envolvendo
 700 milhões de crianças que vivem
 com fumantes em casa (cerca de metade
 das crianças do mundo), mostrou que essas
 crianças apresentaram um aumento de incidência 
de pneumonia, bronquite, exacerbação
 de asma, infecções do ouvido médio,
 além de uma maior probabilidade de desenvolvimento
de doença cardiovascular na 
idade adulta. Nos casos em que a mãe é fumante, 
estima-se uma chance maior (70%)
 para infecções respiratórias e de ouvido médio
 do que nos casos em que a mãe não é
fumante. Esta chance torna-se mais elevada 
(30%), se o pai é fumante, em crianças de 
até 1 ano de idade. A chance aumenta mais 
ainda (50%) caso haja mais de dois fumantes
 em casa convivendo com essas crianças.


(WHO, World Tobacco Day`s,2001).

[FAÇA UM TESTE DE GRAU DE
DEPENDÊNCIA DA NICOTINA]
www.tabagismoonline.com.br

 

 

TopMed

  • Matriz: Av. Osvaldo Rodrigues Cabral, 1570 | Sala 106 Centro Florianópolis - SC
    Fone: (48) 3028 5858
  • Filial: Rua Domingos Andre Zanini, 277 | Sala 401 Campinas São José - SC
    Fone: (48) 3954-8100
  • E-mail: topmed@topmed.com.br

Terramidia